Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira.
É incrível. O tempo passa e as coisas se modernizam,
Estamos em pleno século XXI, era da tecnologia e da velocidade.
Todo o dia acordo com a mesma pergunta na cabeça. Como pode existir tanta miséria e desigualdade em um mundo tão avançado, onde as pessoas se consideram modernas e sem preconceitos?
Outro dia, estava em um restaurante com dois amigos, após comermos, um senhor aparentemente cansado e doente nos abordou. Ele nos implorava o resto de nossas refeições, como na tínhamos dinheiro para comprar um outro prato, não houve outra saída.
Como ele estava sujo, foi rapidamente convidado a sair do recinto.
Quando saímos, aquele senhor estava sentado em um cantinho, bem isolado.As pessoas que passavam o olhavam com desprezo, enquanto ele devorava com voracidade aqueles restos.
Infelizmente essa é a realidade de muitas pessoas, esse senhor não é o único que passa por essa situação, milhões no mundo afora, sofrem as mesmas mazelas.
Esse poema de Manuel Bandeira descreve com toda certeza a realidade passada, presente e queira Deus que não seja futura.

3 comentários:
parabéns pelo blogger..
quando der visite o meu
deixe recados..
abraços.
Esse é o ser humano. Ser moderno e usufruir da tecnologia não quer dizer ser bonzinho. Infelizmente
Por isso quero ir para Pasárgada, rs
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